A mulher no Agro é uma potência que fortalece e movimenta o campo

Felipe Ferreira      sexta-feira, 6 de março de 2020

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“Não existe a mulher; existem as mulheres”. Diferente do que se esperava delas há não muitos anos, elas não seguem padrões. Pelo contrário, elas buscam afirmação por meio do reconhecimento dos próprios méritos. Elas têm voz e ocupam cada vez mais espaço na sociedade. Espaço que elas sabem aproveitar como ninguém. Hoje, “em substituição ao obsoleto ‘lugar de mulher é na cozinha’, surgiu o libertário ‘lugar de mulher é onde ela quiser’”¹.  

Alessandra Folador é proprietária e gestora da Fazenda Bom Jesus, localizada no município de Unaí, região do Noroeste Mineiro. Ela personifica a mulher que faz seu próprio caminho. Graças à sua visão empreendedora e gestão focada na qualidade, a fazenda Bom Jesus é referência no estado de Minas Gerais na produção de grãos, principalmente de feijão. Entre outros prêmios e certificações, Alessandra recebeu da iCrop o certificado de Alta Performance e Produtividade de feijão no ano de 2018. 

 


Fica a reflexão
 

É comum aproveitar a ocasião do Dia Internacional da Mulher, 8 de março, para tratar dos direitos e conquistas que as mulheres vêm adquirindo ao longo dos anos. Mas esses direitos e conquistas costumam ser comparados aos dos homens. A comparação não é muito positiva, já que arrisca produzir noções de “disputa” e de protagonismo exclusivo de um sobre o outro. 

Para Alessandra, as pessoas não devem ser consideradas a partir das definições de homem ou de mulher enquanto profissionais, mas sim a partir da definição de seres humanos. Ela observa, ainda, que os conceitos de sexualidade eram mais determinantes quando os papéis sociais eram pré-estabelecidos pelo sexo biológico. A realidade hoje é outra.

Atualmente, se a pessoa nasce mulher ela não tem mais como únicas opções o serviço doméstico, ter pouco ou nenhum estudo, o cuidado dos filhos e as obrigações de esposa. “Fiz uma graduação em que mulheres eram raras na época. Atuo num segmento ocupado predominantemente por homens. Eu encaro assim: é um negócio; nós somos empresários; nós temos que lutar pelo agronegócio, e isso independe do sexo. Então todo mundo tem que ser tratado como igual. Eu acredito que o meio tá muito mais aberto. Hoje a gente tem mais informação e a sociedade tá com a cabeça mais aberta do que era antes”, diz Alessandra. E completa “Fui cientista e pesquisadora – Alessandra é graduada em Medicina Veterinária pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), Mestra em Ciências Veterinárias com ênfase em Patologia Veterinária pela mesma universidade e Doutora em Ciências com ênfase em Fisiologia Humana pela Universidade de São Paulo (USP). Hoje sou empresária, mãe, esposa e filha. Divido meu tempo entre diversos papéis, mas me dedico a todos e me realizo em cada um deles.
 

Homenagem
 

Este vídeo é uma homenagem da iCrop a todas as mulheres, muito bem representadas pela Alessandra Folador. O Dia Internacional da Mulher é apenas uma ocasião para reforçarmos o reconhecimento que devemos expressar às mulheres todos os dias. Agradecemos à Alessandra e à sua família por nos receberem de forma tão atenciosa e hospitaleira – nossos sentimentos de gratidão e de admiração. Finalizamos esta matéria com outra fala da Alessandra: “Mulheres, sejam guerreiras. Sejam fortes. Não se deixem abater por preconceitos. Não se sintam diminuídas nunca. Ser mulher não tem a ver com o que as pessoas acham que você deve ser, mas sim com o que você quer ser, com quem você realmente é.”

Parabéns, Mulheres! 

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¹ MEDEIROS, Martha. Lugar de mulher. In: MEDEIROS, Martha. Quem diria que viver ia dar nisso. 9. ed. Porto Alegre: L&PM, 2018. p. 159-160.

 



 


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